ESG: A Nova Tendência nos Négocios

ESG: A Nova Tendência nos Négocios

Matéria 26/07/2021

Empresas Preocupadas com o Desenvolvimento Sustentável.


No meio de uma pandemia, os holofotes estão todos voltados para a forma que estamos tratando o ambiente cujo estamos inseridos, a nossa fragilidade e como que as mudanças climáticas nos afetam. Provavelmente, a primeira vez que você ouviu falar em ESG foi nesse último ano (sua menção aumentou em 7 vezes em 2020), mesmo sendo um termo que existe desde 2004 e a tendência é ouvi-lo cada vez mais. Sua primeira aparição foi na publicação chamada Who Cares Wins (Ganha quem se importa) do Banco Mundial, em parceria com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). E nesse ano, o tradicional recado anual de Larry Fink, CEO da Black Rock, a maior gestora de ativos do mundo, que costuma ditar tendências no mercado, impulsionou ainda mais a importância do ESG. Ele seguiu na mesma linha da carta de 2020: a preservação ambiental. O executivo ainda pontuou que: “De janeiro a novembro de 2020, os investidores de fundos e ETFs aportaram US$ 288 bilhões globalmente em ativos sustentáveis, um aumento de 96% em relação ao ano todo de 2019”.

Mas afinal, o que significa esse ESG? É uma sigla em inglês para “Environmental, Social and Governance”, que em português significa: “Ambiental, Social e Governança”. Ou seja, uma empresa ser ESG significa que ela se preocupa e atua em causas pela conservação do meio-ambiente (aquecimento global, poluição do ar e da água, desmatamento, gestão de resíduos, escassez de água...), busca uma relação ideal com todas as pessoas impactadas de alguma forma pelo seu negócio (satisfação dos clientes, relacionamento com a comunidade, respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas...) e zela pela boa administração da empresa (composição do conselho, estrutura do comitê de auditoria, existência de um canal de denúncias...).

E pelo que tudo indica esse será o “novo normal” no mundo dos investimentos. Quem não quiser ficar para trás, precisa entrar no Movimento do Capitalismo Consciente, ou seja, agora o propósito não é mais apenas gerar o lucro, mas também mitigar os impactos negativos na sociedade e no meio ambiente, promover valores de bem-estar social e valorizar os consumidores, funcionários, fornecedores e as comunidades onde estão inseridas. Pois é através da participação consciente mais ativa no mundo empresarial que as grandes mudanças sociais serão geradas.

Nos EUA em 2020, houve um aumento de 30% do número de fundos ESG em relação a 2019, segundo a empresa de pesquisa de investimento Morningstar. No Brasil, 78% da geração dos Millennials e 84% da geração Z declaram optar por investimentos ESG, de acordo com a pesquisa “A evolução do ESG no Brasil”, da Rede Brasil do Pacto Global e da Stilingue, de abril de 2021. Negócios que não adotam as boas práticas ESG precisam gerar lucros mais altos para serem atrativos para os investidores, já que os seus riscos são maiores. Já os negócios com práticas de ESG correm menos riscos de enfrentarem problemas jurídicos, trabalhistas, fraudes e sofrer ações por impactos ao meio ambiente. Além disso, os especialistas do mercado e da Toro Investimentos apontam que as companhias que investem em ESG apresentam mais resiliência durante os momentos de crise.

Ou seja, felizmente o mundo dos negócios está sendo cada dia mais cobrado de se preocupar com os impactos socioambientais e de perceber que essas pautas não vão contra o desenvolvimento econômico das empresas, pelo contrário, as empresas que trabalham de forma sustentável estão cada dia mais ganhando o mercado, devido principalmente ao fato do consumidor da geração atual já estar bem mais conscientizado. Então talvez agora a meta não seja apenas “Ser o melhor do mundo”, mas também “Ser melhor para o Mundo”.

T&D Sustentável, desenvolvimento sustentável para o futuro do planeta.


Autor: Julia Lelis, Mário Barros